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São Vicente: Transporte maritimo e aéreo e burocracia como “entraves ao desenvolvimento” relatados por operadores a deputados

Written by on 21/02/2019

O presidente da Comissão Especializada de Economia, Ambiente e Ordenamento do Território (CEEAOT) considerou hoje, no Mindelo, que questões ligadas ao transporte marítimo e aéreo e à burocracia constituem “grandes entraves” ao desenvolvimento, segundo relato de operadores locais.

O deputado Luís Carlos Silva, em declarações à imprensa, na recta final de uma visita de quatro dias a São Vicente, à frente de uma delegação de deputados desse órgão do poder fiscalizador das acções do Governo, confirmou que o tema transportes foi relatado por “quase todos” os operadores, sobretudo os ligados à indústria.

Constatados os problemas “in loco”, o presidente do CEEAOT referiu que o Governo está “a trabalhar fortemente” neles, ou seja, precisou, a nível dos transportes marítimos, o sector foi alvo de uma concessão que vai garantir a “previsibilidade, frequência, qualidade e segurança”.

Em relação aos transportes aéreos, a mesma fonte disse que o facto de não haver transporte aéreo directamente para a ilha tem sido “um passivo” para São Vicente.

“Mas neste aspecto o Governo está a trabalhar fortemente e sabemos qual o estado em que encontramos o país na questão do transporte aéreo”, concretizou, lançando a ideia de que “o entendimento é que se deve recuperar a companhia e o sector para depois gerar soluções individualmente para cada ponto”.

A burocracia, por seu lado, segundo Luís Carlos Silva, foi “muito referenciada” pelos operadores de São Vicente, mas, ajuntou, o Governo está a fazer “um grande trabalho” através da Casa do Cidadão e de outras acções.

“Em São Vicente muito já foi feito, mas o caminho ainda é longo para se atingir a máxima potencia, sobretudo no sector das pescas, e não é exagero dizer que a pesca em Cabo Verde está sediada em São Vicente”, lançou o deputado, estribado nos últimos dados relativos às contas do Estado que revelam um aumento de exportação que “deriva particularmente do sector das pescas e de São Vicente”.

O deputado foi mais longe e considerou que o sector das pescas deve ser um outro pilar do desenvolvimento do país, ao lado do turismo, pois, concretizou, a potencialidade existe.

“São necessário investimentos, que têm que começar na captura, sermos capazes de industrializar a nossa captura, pescar mais na nossa ZEE e até fora dela”, reforçou.

A questão levantada por, pelo menos, duas empresas exportadoras ao longo da visita, sobre as convenções de estabelecimento das empresas turísticas, relativamente à compra dos bens aqui em Cabo Verde, o presidente do CEEAOT disse tratar-se de um assunto que merece ser “estudado e aprofundado”.

“Acho que o processo é de desenvolvimento, caminhando se corrige o passo, mas eu, particularmente, não sou contra o modelo actual, embora possa ser actualizado e permitir que o sector do turismo deixe mais rendimento”, sintetizou Luís Carlos Silva.

Encontro na zona de Salamansa com as associações de defesa de tartarugas e visitas ao projecto da Fazenda de Camarão, à lixeira e à ETAR da Ribeira de Vinha são os derradeiros pontos da agenda dos deputados da Comissão Especializada de Economia, Ambiente e Ordenamento do Território, em São Vicente.


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