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Gilson Lima: “Sou um defensor da cultura cabo-verdiana”

Written by on 27/02/2019

O empresário e promotor de eventos comemora 40 anos de idade e 20 anos de carreira com mega show no estádio da Várzea. Kassav, Ferro Gaita, Hélio Batalha e Elji Beatzkilla fazem parte do cartaz do evento.

Filho de pai santantonese e mãe com ascendência da ilha do Fogo, Gilson Lima nasceu na cidade da Praia, na ilha de Santiago, a 28 de março de 1979. É empresário, promotor de eventos e dono da empresa Brugil Eventos, que gere os espaços Cockpit, XPTO, Hangar 7, Gil Palcos e o restaurante Cockpit, e há 20 anos que tem dinamizado a vida cultural e noturna da cidade que o viu nascer.

Tudo começou em 1998/99 com a abertura de uma pequena discoteca intitulada “Espaço Gilmar e Cockpit” em Achada Santo António, na Praia, e hoje conta com vários espaços espalhados pela capital.

“Era um espaço reduzido, com capacidade para cerca de 200 pessoas, onde se ia ouvir música eletrónica e beber um copo. Depois de um pequeno acidente, fechamos as portas e abrimos um novo espaço em Achada Grande”, conta.

“O objetivo da minha empresa é promover a cultura cabo-verdiana. Sempre estive envolvido em várias produções nacionais. A minha empresa tem colaborado com artistas que precisam de apoio na parte de restauração, palco e iluminação. Sou um defensor da cultura cabo-verdiana e acho que ainda tenho muito para dar”.

Em forma de balanço, Gilson Lima diz que esses “20 anos de labuta” foram positivos, em termos profissionais e familiares.

Show “40 anos de Sucessos, 20 anos de Labuta”

Kassav, Hélio Batalha, Ricky Man, Lejemea, Fattú Djakité, Mito Kaskas, Ferro Gaita, Dynamo, Kady, Elji Beatzkilla e Fidjus di Code di Dona são os artistas que vão marcar presença no evento intitulado “40 anos de Sucessos, 20 anos de Labuta”.

“Tenho várias experiências em palco com esses artistas nacionais, logo fazem parte dos meus vinte anos de carreira. E os Kassav, que também estão a comemorar 40 anos de carreira, são a cereja no topo do bolo. Vai ser um show de muitas surpresas”, salienta.

Segundo Gilson Lima, a ideia do show surgiu no ano passado quando abriu a empresa Gil Palcos, que representa a empresa portuguesa de eventos “Filpalcos” em Cabo Verde.

“O protocolo que assinamos com a empresa Filpalcos está a abrir-nos várias portas. Empresas em Portugal, Brasil e Estados Unidos, que têm interesse em novos mercados, têm visto o que temos feito no arquipélago”, diz e acrescenta que empresas da China, dos EUA, de Portugal e do Brasil vão marcar presença no show agendado para o dia 30 de março no estádio da Várzea. “Se calhar , vão começar a trazer os seus artistas para Cabo Verde”.

Em declarações ao SAPO, a mesma fonte diz que tudo está alinhado para o show. “A minha equipa já tem alguma experiência nesse tipo de trabalho e já temos um nome no mercado. No último ano, fizemos o Festival da Gamboa, Festival da Calheta S. Miguel, Nhu Santo Amaro e as festas de São João, na ilha de Santo Antão. E ainda tenho todas as empresas de produção de eventos do país comigo”, assegura.

Os bilhetes para o evento já estão à venda e para já custam 1200 escudos. A organização alerta que depois o preço vai aumentar para 1500 e que pode vir a sofrer um acréscimo nos dias mais próximos ao evento. “Estamos com a empresa Pass Free que está a fazer a distribuição dos bilhetes e estamos com a Unitel T+ e Pão Quente”.

“Um XPTO ainda melhor” já em abril

Há três anos, Gilson Lima abriu no Praia Shopping, na cidade da Praia, o XPTO, um espaço de diversão noturna. Devido a alguns constrangimentos o espaço foi encerrado no ano passado, 2018.

“O XPTO estava inserido no Praia Shopping, por perto há moradores e por causa do barulho não estávamos a fazer o nosso trabalho da melhor forma, uma vez que estávamos a incomodar as pessoas”.

O empresário revelou ao SAPO, sem entrar em muitos detalhes, que no mês de abril vai anunciar um novo local para o XPTO. “É um espaço bem localizado onde vamos continuar com aquele conceito de glamour, bom atendimento e de respeito ao cliente. Neste momento, estamos a fazer a compra de mobiliário e de toda a decoração. Muitas pessoas estão a dizer que não vai ser o mesmo, mas acredito na minha equipa e penso que vamos conseguir fazer um XPTO ainda melhor”.


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