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Neuza: “O maior palco do mundo é Cabo Verde”

Written by on 27/02/2019

O segundo álbum da cantora foi lançado há cerca de dois meses e traz temas inéditos da cantora.

“Badia di Fogo”, a alcunha imposta pelos meninos do bairro de Lém-Ferreira, onde cresceu, na cidade da Praia, antigamente não lhe despertava sorrisos . Hoje é o título do segundo álbum dado a conhecer ao público em dezembro do ano passado. Em Cabo Verde para apresentar o mais recente trabalho, Neuza de Pina conversou com o SAPO Muzika sobre o disco “Badia di Fogo”.

O título de uma das quatro composições que Neuza de Pina assina no novo trabalho, produzido por Kaku Alves, empresta o nome ao segundo álbum da cantora. “Badia di Fogo” , uma alcunha que lhe deram em criança pelo facto de ser filha de mãe foguense mas ter nascido na cidade da Praia.

“Brigava muito, não gostava do nome. A minha mãe dizia-me que tinha de aceitar a minha condição (…) Escrevi a música, para vermos que as coisas más que nos acontecem no passado podem se transformar em arte. Antes chorava com o nome, hoje não”.

Depois de alguns tempos mais calmos a nível profissional, a cantora foi mãe há menos de um ano, o novo álbum traz uma Neuza mais madura, nas palavras da própria artista, mas como sempre amante da música tradicional, principalmente da ilha do Fogo, uma ilha ‘muito rica musicalmente’.

“O primeiro disco foi bem recebido, gostaria que o segundo também fosse”, revela a artista que reside atualmente nos Estados Unidos da América, mas faz questão de dizer: “Para mim, o maior palco do mundo é Cabo Verde”.

Quatro temas da autoria de Neuza

O segundo trabalho marca a estreia de Neuza como compositora. No total de 10 faixas, quatro são da sua autoria. “No primeiro disco, com todos os compositores que existem em Cabo Verde e sendo o povo cabo-verdiano tão exigente, não tinha a confiança necessária (para incluir temas próprios)”, desabafa com um sorriso.

‘Badia di Fogo’, ‘Izilda’, tema que homenageia a falecida mãe da artista, ‘Barra pó’, que fala da educação muitorígida do avô, e ‘Armanda’, que conta história de uma colega que se suicidou, são as quatro composições de Neuza no segundo álbum.

Além dos temas referidos, o álbum conta com seis canções, cinco das quais inéditas,  da autoria de nomes como Júlio Correia, Neves e Romeu di Lurdis.

O álbum traz igualmente uma colaboração com um amigo de longa data, Michel Montrond, intitulado “Subi Cutelo”.

Neuza que sempre admirou o artista do Fogo, assistia a muitos shows de Michel a cantar na ilha do vulcão. “Tinha vontade de falar com ele, mas tinha vergonha. Hoje, dizemos que somos ‘compadres sem afilhados’”.

Focada na promoção do segundo trabalho, Neuza ambiciona “dar continuação ao trabalho dos grandes mestres da cultura cabo-verdiana, alguns já falecidos, e levar a música cabo-verdiana mais longe”.

“Sou muito fã de Zeca Nha Reinalda e Ramiro Mendes”, declara e acrescenta que gostariam de gravar com estes dois grandes nomes da música cabo-verdiana com os quais gostariam de um dia vir a colaborar.

Fonte: Sapo.cv


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