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São Salvador do Mundo: PAICV avalia negativamente relatório de actividades da autarquia de 2018

Written by on 20/03/2019

Os eleitos municipais do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV- oposição) avaliaram ontem, 19, negativamente, o relatório de actividades da Câmara Municipal de São Salvador do Mundo referente ao ano económico de 2018.

Esta apreciação foi feita à imprensa pelo líder da bancada do PAICV, José Lopes, que lembrou que São Salvador do Mundo é um município pobre, que viu a situação socio-económica das famílias afectada com mais um ano de seca, mas que a edilidade não tem conseguido dar repostas.

Contrariando a edilidade, que diz que o município tem crescido de “forma rápida”, o eleito municipal classificou essa afirmação de “falsa” e pediu a intervenção da edilidade junto da empresa AdS para que o problema da falta de água seja resolvido no município.

Construção de quatro placas desportivas, esquecimento da juventude e incremento da economia que gere rendimentos para as populações, foram apontadas pelo líder da bancada do PAICV como outras das realizações de 2018 não concretizadas pela equipa liderada por Ângelo Vaz.

Apesar de reconhecer o trabalho feito pela autarquia no que tange ao desencravamento, José Lopes criticou a edilidade, que, segundo ele, tem feito “apenas marketing político” e não tem dado a felicidade prometida aos salvadorenhos.

O líder da bancada do Movimento para Democracia (MpD, poder), Gil Vaz, por seu lado, disse que o seu partido não poderia ter uma outra apreciação que não fosse “super positiva” das realizações que a câmara fez durante o ano de 2018.

Conforme notou, a câmara esteve “muito bem” em todas as áreas, desde a educação, infra-estruturação do município e na questão social, tendo se congratulado com o facto da mesma ter conseguido realizar mais de 80 por cento daquilo que plasmou no seu plano de actividades.

Por outro lado, lembrou que 2018 foi um ano “muito difícil” para este município agrícola, mas afirmou que a câmara esteve “muito bem” no que toca à questão da mitigação do mau ano agrícola.

“Eu considero até que a Câmara Municipal de São Salvador do Mundo é um exemplo na questão da organização e aquilo que executou em relação à questão relacionada com emprego para ajudar as famílias a ultrapassarem as dificuldades devido ao mau ano agrícola”, observou Gil Vaz.

Por sua vez, o vice-presidente da Câmara Municipal de São Salvador do Mundo, Jair Correia, em jeito de respostas às críticas do PAICV de que por ser um município agrícola que a autarquia deveria apoiar os agricultores, o autarca contrapõe afirmando que os mesmos não têm acompanhado o processo de desenvolvimento do município, tendo em conta que maioria dos seus eleitos está desligada do concelho e das obras.

Entretanto, acrescentou que, para os que residem no município e para a equipa camarária que encontra-se “a trabalhar todos os dias”, são visíveis as obras, que segundo ele ultrapassam as infra-estruturas, mas também os investimentos feitos nas famílias através do rendimento de inclusão e na reabituação de casas no âmbito do Programa de Reabilitação, Requalificação e Acessibilidades (PRRA).

Ainda sobre reabilitação de casas, informou que desde Setembro de 2016 a esta parte a edilidade salvadorenha já construiu três casas de raiz, apoiou muitas famílias com materiais na reabilitação das suas moradias, tem em curso reabilitação de 30 casas, tendo já assinado mais 66 para este ano e mais 66 em 2020.

“E fácil fazer estas afirmações, mas nós temos a certeza de que mais de 80 por cento do que tínhamos programado conseguimos concretizar no ano de 2018”, enfatizou.

Nesta quarta sessão ordinária da Assembleia Municipal, a primeira deste ano, procedeu-se também à deliberação que cria uma comissão especializada para a revisão do Regimento da Assembleia Municipal e a revisão da nova divisão do município.

Sobre a questão, a proposta da nova divisão do município, o PAICV pediu o seu adiamento para a sessão de Abril para que os eleitos municipais possam estudar e conhecer o dossiê, mas a bancada do MpD e a câmara consideram ser importante a revisão do “limite do município”.

Fonte: Sapo.cv


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