Current track

Title

Artist

Background

COLMEIA CELEBRA CINCO ANOS COM ATIVIDADES QUE DESPERTAM EMOÇÕES E QUEBRAM BARREIRAS ANTES INIMAGINÁVEIS

Written by on 22/04/2019

A Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais celebrou no dia 20 de abril, cinco anos de existência com várias atividades onde a emoção pôs de parte qualquer barreira imaginável que pudesse intervir no desempenho de cada um.

Para celebrar a data, a presidente da Colmeia, Isabel Moniz, em declarações à Inforpress, adiantou tratar-se de cinco anos de muita “coragem e audácia” para poder ultrapassar barreiras e fazer cair por terra qualquer estigma que ainda possa existir no que tange às pessoas com algum tipo de deficiência.

“Durante estes cinco anos dedicamos toda a nossa atenção às crianças com necessidades educativas especiais e ao longo do seu percurso a instituição acabou por mudar a mentalidade de muitas pessoas, particularmente, dos pais, mas ainda temos muita luta a vencer para podermos ter um centro de atividades ocupacionais e terapêuticas”, disse.

Conforme Isabel Moniz, um dos maiores problemas da Colemia, nestes cinco anos, é conseguir ter um espaço físico capaz de poderem dar respostas às 496 pessoas com necessidades especiais registadas na Associação.

Além do problema físico, a presidente da Colmeia apontou também as dificuldades que passam por problemas financeiros para poder responder às necessidades dos indivíduos que se encontram no interior da ilha de Santiago e nas outras ilhas do país.

“Nós queremos que as estratégias do Governo transformem em respostas para que as famílias que possuem um filho com deficiência beneficiem do rendimento de inclusão, pois, a maior parte delas não beneficia de uma pensão social”, explicou.

À Inforpress, lembrou ainda que as respostas do INPS face a essas pessoas ainda são “nulas”, uma vez que não existe qualquer enquadramento legal e nem comparticipação nas terapias e tratamento, considerado “importante” para as crianças e adolescente com necessidades especiais.

Dos 496 indivíduos registados na associação, Isabel Moniz, revelou que perto de 300 já possuem um diagnóstico, com reencaminhamento e assinalação, pelo que apela ao Governo a uma resposta mais célere e concentrada para este tipo de deficiência.

Em declarações à Inforpress, Danilson Barros, pai de uma criança com necessidades especiais reclama a “péssima” articulação entre as instituições, o que, no seu entender, tem dificultado o regresso da filha a Portugal para continuar o tratamento iniciado.

“Ela iniciou um tratamento em Portugal, mas por falta de articulação entre as instituições de Cabo Verde e Portugal a consulta tem sido atrasada”, sublinhou, afirmando, por outro lado, que o maior problema para as crianças com necessidades especiais no país tem sido o de especialidades para que pudessem haver respostas a nível de saúde e da educação.

Já Willa Teixeira, tia de uma criança de 8 anos, a residir em Montanha, no município de São Lourenço dos Órgãos, o maior problema é residir numa zona longe de tudo e onde não há quaisquer meios para que a criança possa desenvolver.

“No centro de saúde de Órgãos não existe fisioterapeuta e muito menos especialistas para as necessidades dela. Temos de nos deslocar a Assomada, mas o problema é a questão financeira, pois, nem sempre podemos pagar as deslocações se não for pela ajuda da Colmeia”, ajuntou.

Durante o dia de hoje, a celebração da data foi perpetuada com convívios entre crianças com e sem deficiência, angariação de sócios e homenagem aos parceiros, pinturas em tela com as crianças e adolescentes, jogo de estimulação para as crianças e adolescentes e jogos desportivos com apresentação de judo e atletas de Comité Paralímpico de Cabo Verde (COPAC).

A Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais foi constituída a 16 de abril de 2014 e tem como principal missão sensibilizar a população e os poderes públicos sobre a temática da deficiência, para a criação de respostas e oportunidades para cada cidadão, que possa estar na condição de deficiência.


Opiniões dos Leitores

Deixe o seu comentário

Seu endereço de email não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados com asterisco *