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Pelo menos 12 civis mortos em ataque russo na Siria

Written by on 22/05/2019

Pelo menos 12 civis morreram e 18 ficaram feridos num ataque russo realizado hoje de madrugada na província síria de Idlib, informou o Observatório sírio de Direitos Humanos.

Segundo a organização não-governamental (ONG), aviões russos bombardearam o mercado popular da cidade de Maarat al Nuaman, no Sul da província síria de Idlib.

O bombardeamento aconteceu depois de fações rebeldes terem atacado a província vizinha de Hama, provocando a morte de 29 membros das tropas sírias governamentais, apoiadas pela Rússia, indicou a mesma fonte.

Segundo informou uma fonte militar da província de Hama, mais de uma centena de membros de fações rebeldes morreram ou ficaram feridos nessa província do Noroeste da Síria, quando forças governamentais sírias realizaram um ataque com carro-bomba na localidade de Kafr Nabuda.

“As perdas ultrapassaram os 110 militares, entre mortos e feridos, além de terem sido registados grandes danos nas munições militar”, detalhou a mesma fonte.

Segundo a versão do Observatório, morreram 29 membros das tropas sírias e 23 dos grupos insurgentes no combate em Hama.

A organização indicou ainda que o Governo sírio lançou também uma dezena de bombas em várias áreas de Idlib, último bastião rebelde que escapa ao controlo de Damasco.

Os combates à volta da zona que turcos e russos acordaram, em setembro passado, que passaria a ser desmilitarizada, continuam a acontecer, apesar de Moscovo, principal aliado de Damasco, ter anunciado há três dias que o exército sírio tinha declarado um cessar-fogo unilateral em Idlib.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos também anunciou hoje não ter “provas suficientes” de que tenham sido usadas armas químicas no ataque realizado no domingo no Noroeste da Síria, pelo regime sírio.

O grupo ‘jihadista’ Hayat Tahrir al-Cham (HTS), dominado pelo antigo ramo sírio da Al Qaeda, acusou, através de seu órgão de propaganda Eba, as forças do Governo sírio de terem lançado um ataque com cloro contra os seus combatentes na província costeira do norte de Latakia.

“Não temos provas do ataque”, garantiu o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman.

Na terça-feira, os Estados Unidos afirmaram considerar que o ataque do regime de Bashar al-Assad tinha usado armas químicas e ameaçaram retaliar.

“Ainda estamos a reunir informações sobre esse incidente, mas reiteramos a nossa advertência: se o regime de Assad usar armas químicas, os Estados Unidos e aliados responderão rápida e adequadamente”, avisou o porta-voz da diplomacia norte-americana, Morgan Ortagus.

A Síria tem sido palco de vários ataques químicos desde o início da guerra de 2011, centenas dos quais foram confirmados pela ONU.

O conflito na Síria, que começou há oito anos, já matou mais de 370 mil pessoas e desalojou vários milhões.


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