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Europa: Mês de junho foi o mais quente desde que há registo

Written by on 03/07/2019

Temperaturas estiveram, no mês passado, mais de 2ºC acima do normal.

“Overão ainda mal começou, mas os recordes de temperatura já estão a ser quebrados”. Quem é o diz é o programa Copernicus da União Europeia, que adianta esta terça-feira que a temperatura média na Europa em junho foi a mais alta desde que há registo para o mesmo mês.

Os especialistas escrevem que as temperaturas estiveram, no mês passado, mais de 2ºC acima do normal, a reboque da “curta onda de calor” que atingiu a Europa. Vários recordes foram quebrados na semana passada em vários países europeus atingidos pelo calor devido a uma massa de ar quente vinda do deserto do Saara.

As temperaturas excederam as que seriam normais sazonais de 10.º C na Alemanha, norte de Espanha e de Itália, e em França, que atingiu o recorde absoluto de 45,9.°C na sexta-feira.

Combinando dados de satélite e dados históricos, o Copernicus estimou que a temperatura de junho na Europa esteve 3.°C acima da média entre 1850 e 1900.

A temperatura média global do mês de junho foi, também, a mais alta desde que há registo, tendo sido cerca de 0.1ºC superior à de junho de 2016, que era o último recorde, causado pelo efeito de um evento El Niño.

“Embora seja dificil ligar diretamente esta onda de calor às alterações climáticas, estes eventos com temperaturas extremas deverão tornar-se mais comuns, à medida que o planeta vai aquecendo por causa do aumento contínuo da concentração de gases com efeito de estufa”, explica o instituto da União Europeia.

Esta equipa da rede World Weather Attribution tomou como referência os três dias consecutivos mais quentes de junho em França, nos dias 26, 27 e 28 de junho, com uma média de 27,5.° C (temperatura média do dia e da noite na área metropolitana) e os comparou a outros períodos consecutivos de três dias de ondas de calor em junho desde 1901.

Tal evento “é pelo menos cinco vezes mais provável devido às mudanças climáticas pela atividade humana e pelo menos dez vezes mais provável em geral, quando adicionamos outros fatores”, como o papel dos solos urbanos ou das ilhas de calor, disse Friederike Otto, do Environmental Change Institute de Oxford.

Os últimos quatro anos foram os mais quentes registados no mundo, um sinal do aquecimento causado pelos níveis recordes de emissões de gases de efeito estufa.

O planeta já ganhou 1.°C desde a era pré-industrial, resultando numa multiplicação de eventos climáticos extremos, de ondas de calor a chuvas intensas ou tempestades.

Em 2015, os signatários do acordo de Paris comprometeram-se a limitar esse aquecimento a um máximo de mais 2.°C, mas as suas promessas de reduzir os gases com efeito de estufa estão a colocar o planeta numa trajetória de mais 3.°C.



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