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RDCongo confirma segunda morte por Ébola e Ruanda manda fechar fronteira

Written by on 01/08/2019

A segunda pessoa infetada com o vírus do Ébola em Goma, no nordeste da República Democrática do Congo, morreu esta quinta-feira.

ORuanda mandou fechar a fronteira com a República Democrática do Congo, esta quinta-feira, depois de ter sido registada a segunda morte causada pelo vírus. A informação foi confirmada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros Olivier Nduhungirehe à Associated Press.

O segundo óbito foi confirmado ao portal de notícias da RDCongoactualite.cd pelo coordenador da resposta ao Ébola no país, Jean-Jacques Muyembe, e alertou que há possibilidade de ter outros casos na cidade.

“Se a vigilância for bem feita, o número de casos aumentará em um dado momento. A intervenção está lá, esse número vai diminuir à medida que avançamos”, disse Jacques Muyembe.

Muyembe explicou também o contexto e a história desta segunda morte em Goma: “Este caso vem da área onde há minas, na floresta. Certamente ele estava infetado lá”.

O coordenador nacional da resposta ao Ébola referiu que a vítima mortal morava na zona montanhosa de Nyiragongo. Por essa razão, foi tratado aí e depois de sete dias, “a enfermeira que o tratou encontrou manifestações hemorrágicas e alertou” as autoridades. “Este caso foi detetado em Goma no dia 13 de julhonuma área de mineração na província de Ituri, sem sinais de doença, e desenvolveu os primeiros sinais no dia 22 de julho”, disse Jacques Muyembe.

Goma é uma cidade que se encontra a cerca de 350 quilómetros do epicentro da epidemia e mesmo ao lado do Ruanda.

A primeira vítima mortal em Goma foi um pastor evangélico que faleceu no dia 16 de julho quando era transferido para um centro de tratamento da localidade de Butembo.

De acordo com dados do passado domingo divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), desde o início da epidemia, o número acumulado de casos é de 2.671, dos quais 2.577 são confirmados laboratorialmente e 94 são considerados como prováveis. No total, registaram-se 1.790 mortes.

A epidemia está localizada nas províncias de Kivu do Norte e Ituri e já se converteu na pior da história da RDCongo e na segunda mais grave do mundo, apenas ultrapassada pela verificada na África Ocidental em 2014, com mais de 11.000 mortos.

Na quinta-feira, dia 01 de agosto, fará um ano desde que o surto foi declarado, cuja mitigação é especialmente complicada dada a grande desconfiança social e ao facto de na zona operarem mais de uma centena de grupos armados.

Trata-se, de facto, da primeira vez que o Ébola afeta uma zona em conflito.

O vírus do Ébola transmite-se através do contacto direto com sangue e os fluidos corporais contaminados, provoca febre hemorrágica e pode chegar a alcançar uma taxa de mortalidade de 90% se não é tratado a tempo

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou no dia 17 o estado de Emergência Internacional na RDCongo devido ao Ébola.

O responsável da OMS disse hoje, numa publicação na rede Twitter, que já foram vacinados cinco mil trabalhadores de saúde em Goma e os centros de saúde receberam equipamento e formação para melhorar a prevenção e o controlo da doença. Além disso, as triagens nas zonas de fronteira foram reforçadas e foi instalado uma monitorização permanente no aeroporto da cidade.


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