Caso detenção de Arnaldo Silva: “Não faço declarações em questões que estão na Justiça”, diz PM

Written by on 17/09/2019

O primeiro-ministro escusou-se ontem a comentar o caso da detenção do advogado Arnaldo Silva, em que o ex-bastonário da Ordem dos Advogados alega que o propósito é atingir o antigo presidente da câmara da Praia, Ulisses Silva.

Ulisses Correia e Silva falava aos jornalistas após a inauguração do escritório do Banco Mundial em Cabo Verde, sito no edifício das Nações Unidas, em Achada de Santo António, na Cidade da Praia.

Na entrevista, o advogado Arnaldo Silva diz que o processo visa atingir o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, à data presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP).

“Obviamente que se quer atingir o primeiro-ministro, que se quer atingir a CMP, de forma clara e evidente. Nós não somos assim tão ingénuos”, assegurou.

Ulisses Correia e Silva falava aos jornalistas após a inauguração do escritório do Banco Mundial em Cabo Verde, sito no edifício das Nações Unidas, em Achada de Santo António, na Cidade da Praia.

“Não faço declarações em questões que estão na Justiça”, respondeu assim Ulisses Correia e Silva quando questionado sobre sua reacção à associação do seu nome ao caso.

O advogado Arnaldo Silva foi detido no dia 4 de Setembro, na Cidade da Praia, pela Polícia Judiciária, suspeito da prática de crimes de burla, corrupção e organização criminosa. Presente ao tribunal foi-lhe aplicado a “interdição de saída e proibição de contacto” com os demais visados na investigação.

Dias depois, em declarações à Rádio Televisão Portuguesa (RTP), o advogado referiu que o único facto novo mencionado pelo Ministério Público, neste caso que já havia sido antes arquivado, é um alegado memorando que teria sido assinado em 2014, relativo ao negócio de venda de um terreno. Esse acordo teria sido considerado fraudulento pelo Ministério Público.

“Nós estamos perante acusações ou imputações de factos vagos, genéricos e abstractos. Nós não sabemos quem é que falsificou. Não sabemos quem é que recebeu quantias para adulterar aquilo que eles chamam de folhas de matriz. Nós não sabemos quem é o conservador ou notário que terá recebido, como eles dizem, uma boa quantia. Nós não sabemos quem são as pessoas na Câmara que terão feito a falsificação que eles evocam. Por uma razão muito simples: é o próprio mandato que diz ‘pessoas por identificar’”, declarou à RTP África.

Na entrevista, o advogado Arnaldo Silva diz que o processo visa atingir o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, à data presidente da Câmara Municipal da Praia (CMP).

“Obviamente que se quer atingir o primeiro-ministro, que se quer atingir a CMP, de forma clara e evidente. Nós não somos assim tão ingénuos”, assegurou.

Fonte: Sapo.cv



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