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Ilha do Sal: Declaração política sobre Santa Maria ‘incendeia’ sessão da Assembleia Municipal

Written by on 04/10/2019

A declaração política sobre Santa Maria apresentada hoje pela bancada do PAICV (oposição) durante os trabalhos da Assembleia Municipal do Sal, manifestando indignação pelo “desgoverno” político e administrativo da cidade turística, “incendiou” a plenária.

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Segundo Kátia Carvalho, líder da bancada, o PAICV entendeu, desta vez, em jeito de declaração política, trazer os problemas de Santa Maria para “vincar” a sua indignação perante o “desgoverno” político e administrativo da cidade de Santa Maria.

Kátia Carvalho vai mais longe reiterando que não se pode continuar a fazer “operações de marketing”, com fotos através do Faceboock e a “esconder” a realidade dos problemas da ilha com impacto no turismo e, consequentemente, na economia do país.

“Há problemas gravíssimos estruturais, a nível da infra-estrutura, social, habitacional (…), e não poderemos continuar a deixar estes problemas crescerem sem uma acção urgente”, exteriorizou a eleita municipal, sublinhando que são problemas que têm a ver com a gestão e competências do município, mas que “tocam, também” a governação central.

“E esses problemas são tão graves e reais que tendo noção do impacto de nós trazermos para esta sessão, para discussão pública, o presidente coarctou-nos a palavra, não nos quis deixar terminar a declaração política, alegando gestão de tempo, quando o próprio regimento prevê um aumento de 20 minutos para apresentação de declaração política”, observou.

Para a eleita municipal, esta declaração política se justifica tendo em conta as previsões de crescimento para Santa Maria, com hotéis em construção a “bom ritmo”, daí que não se pode descurar a situação de “abandono” em que se encontra a cidade turística.

Nestas reclamações, a bancada do PAICV aponta o dedo a várias inquietações, a nível da requalificação do calçadão na frente mar, da questão do esgoto, da gestão da praia de Santa Maria, e do pontão, da vulnerabilidade da infância e do consumo do álcool, entre outros “desassossegos”.

“Está abandonada! Sim, meus senhores, abandonada!”, insistiu.

Reagindo à declaração política do PAICV, o líder da bancada do Movimento para a Democracia (MpD, poder), Nuno Lopes, admitindo que há coisas que devem ser melhoradas, contestou o facto de não se reconhecer que também “muita coisa” foi feita em três anos.

“Santa Maria tem os seus desafios. Essa declaração não passa de uma declaração política. Não espelha a realidade. Os problemas não podem ser resolvidos com uma varinha mágica”, frisou.

Para o deputado independente, Luís Delgado segundo o qual os eleitos do PAICV retratam mais aspectos negativos, na sua percepção Santa Maria “evoluiu, embora podia ter sido feito melhor”.

“Não podemos esquecer do projecto que os munícipes apresentaram há cerca de quatro anos para a criação de mais um município (…) com a criação de mais um município, Santa Maria, Sal e Cabo Verde sairiam a ganhar”, considerou.

Fonte: Sapo.cv


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