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Maio: Assembleia Municipal aprova orçamento e plano de atividades para 2020

Written by on 16/12/2019

Os eleitos municipais do Maio aprovaram sábado, na terceira sessão ordinária da Assembleia Municipal, o último  orçamento  do mandato da actual equipa camarária, com votos favoráveis da bancada do MpD (situação) e contra do OIAM (oposição).

O orçamento global é no valor de 381.338.612 de escudos, incluindo os 25 mil contos a serem contraídos junto à banca, e prevê um acréscimo em cerca de sete por cento das receitas na ordem dos 22.204.742 de escudos.

Segundo o presidente da câmara, Miguel Rosa, com este  o orçamento e plano de actividade, a ilha do Maio vai contar no próximo ano com obras “estruturantes” como, a concretização da segunda fase do estádio municipal, dois campos de treino nas vilas de Barreiro e Calheta e ainda o término da requalificação da ribeira de Fontona.

No mesmo sentido avançou que, com este instrumento de gestão estão previstos a conclusão das obras da requalificação da ribeira da vila da Calheta e término da rede de esgoto na mesma urbe a segunda mais populosa da ilha.

Além disso, o autarca afiançou que com os dois instrumentos, o orçamento e o plano de actividades, a edilidade vai dar continuidade e concluir a reabilitação das habitações e requalificação urbana e ambiental nos diversos povoados no quadro do Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidade (PRAA), que vem sendo implementado um pouco por toda a ilha.

Ainda neste último orçamento elaborado pela actual equipa camarária, em que 220 mil contos estão previstos para investimentos, Miguel Rosa garantiu que vão concretizar o objectivo de transformar a ilha “num verdadeiro destino turístico”.

O autarca prometeu ainda cumprir com a promessa de consolidar a requalificação urbana e criar melhores condições de vida para os maienses, no que tange a melhoria da habitabilidade dos munícipes, lembrando que já conseguiram resolver a questão dos transportes escolares com aquisição de dois autocarros e resolução de problemas de pagamento de propinas nas universidades de mais de 50 jovens.

No entanto, reconheceu ter havido alguns constrangimentos, que tem que ver com o mau agrícola que assolou o país e a ilha em particular, embora admita que isso não é razão para justificar o desempenho da autarquia, porque a função que lhes foi atribuída foi de resolver os problemas dos maienses.

O plano de actividades, assim como o orçamento para o ano de 2020, recebeu voto favorável por parte da  bancada do MpD, que suporta a Câmara Municipal, que, na voz da deputada Ivanira Silva, defendeu que os dois instrumentos vão ao encontro das expectativas e das necessidades, que a ilha precisa nesse momento para cimentar o seu processo de desenvolvimento.

Neste sentido, aquela líder da bancada disse regozijar-se com este orçamento que, segundo advogou, vai permitir a consolidação da dinâmica social e socio-económico, que vem conhecendo nos últimos quatros anos do mandato da equipa camarária.

Por outro lado, o deputado António Ramos argumentou que a bancada de OIAM  votou contra o orçamento proposto pelo edil maiense, porque as promessas da actual equipa camarária não passaram de uma “propaganda” eleitoral e que não foram concretizadas.

“Porque prometeu um Maio infra-estruturado, limpo, no fundo nada disto aconteceu, mas por aquilo que estava na sua plataforma eleitoral esperávamos um Maio diferente hoje, passados quatros anos do mandato”.

Aquele porta-voz da oposição disse ainda que a ilha regrediu em relação a aquilo que foi prometido, sustentando que “as grande obras  que Miguel Rosa  fez constar no plano de actividades e orçamento durante este mandato, no que tange a conclusão do estádio municipal, campos de treino nas vilas de Calheta e Barreiro, assim como as obras da requalificação da ribeira de fontana, vila da Calheta, até hoje não foram concluídas”.

O líder da bancada da OIAM disse ainda estranhar o pedido de autorização feito à Assembleia Municipal para contrair um empréstimo junto à banca no valor de 25 mil contos para concluir o estádio municipal, e dois campos de treino, quando faltam somente seis meses para o término do mandato, pelo que considera ser uma medida eleitoralista.

Além disso, sublinhou que este orçamento não prevê nenhuma medida para mitigar o problema da seca e do mau ano agrícola, pelo que mostrou-se preocupado com esta situação.

Fonte: Sapo.cv



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