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A nova técnica revolucionária de diagnóstico de cancro da próstata

Written by on 01/01/2020

De acordo com a Associação Espanhola contra o Cancro, o cancro da próstata afeta cerca de 1,2 milhões de indivíduos anualmente. Sendo um dos tipos mais comuns de tumor entre os homens.

Todavia, como aponta uma reportagem avançada pela BBC, o método para diagnosticar este tumor ainda é pouco preciso.

“Tradicionalmente, usamos um teste de sangue para identificar níveis elevados de um antígeno específico da próstata (PSA) e então realizamos uma biópsia. Isso quer dizer que tiramos tecido da próstata para examiná-lo no microscópio”, explica à BBC Mark Emberton, professor de oncologia intervencionista da University College London (UCL), no Reino Unido.

“Mas os níveis de PSA não são um indicador confiável de cancro da próstata: cerca de 75% dos homens que obtêm um resultado positivo não têm o tumor, enquanto que (o teste) não deteta a doença em cerca de 15% dos homens que a têm”.

Semelhante a uma mamografia

Emberton integra o projeto ReIMAGINE liderado pela UCL, com investigadores do Imperial College e do King’s College de Londres, além de médicos do hospital da UCL.

Atualmente a equipa está a estudar se as imagens por ressonância magnética podem servir para fazer um diagnóstico efetivo do cancro da próstata em homens, da mesma forma que as mamografias são utilizadas para detetar o cancro da mama.

“Esperamos que, através da realização da ressonância magnética, possamos mudar a forma com que se diagnostica e se trata o cancro da próstata”, diz Emberton.

“Sabemos, por pesquisas internacionais, que a ressonância pode reduzir notavelmente e de forma segura o número de pacientes que precisam de uma biópsia invasiva”.

“Esses estudos fizeram com que, recentemente, as recomendações de saúde oficiais mudassem. Agora, sugere-se que a ressonância seja o primeiro teste para os homens que suspeitem que sofrem com este tumor e sejam encaminhados ao hospital pelo clínico-geral”, explica o professor. 

Em que etapa está o estudo?

A partir de janeiro, 300 homens, que tenham entre 50 e 75 anos, serão selecionados de forma aleatória e convidados a participar do estudo.

Para cada paciente, será realizado um exame de sangue (que identifica PSA) e uma ressonância magnética de 10 minutos.

Ao combinar o trabalho de radiologistas e urologistas para analisar os resultados dos dois exames, será possível avaliar com mais precisão se o paciente apresenta ou não sinais de cancro da próstata.


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