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Fogo: Governo vai investir 15 mil contos este ano no sector da pesca na ilha – ministro da Economia Maritima

Written by on 06/02/2020

O Governo vai investir este ano 15 mil contos no sector da pesca na ilha, anunciou ontem, 05, o ministro da Economia Marítima, no acto de inauguração da Casa dos Pescadores, construída no porto de Vale dos Cavaleiros.

sam ser encontrados com mais facilidades.

Além dos kits com equipamentos de segurança, no quadro do investimento para 2020, Paulo Veiga disse que vão ser instaladas duas maquinas de produção de gelo, em São Filipe e nos Mosteiros, com capacidade para 1.500 silos de gelo/dia e de conservação, de 36 metros cúbicos.

O pacote inclui ainda aquisição de caixas e paletes para desembarque de pescado, acções de formação sobre boas práticas no manuseamento e conservação de pescados, educação financeira de pescador e peixeira, porque, explicou o ministro, a pesca é um sector rentável, mas é necessário saber gerir o dinheiro.

Além disso, apontou ainda outros projectos em andamento, como unidade de transformação de pescado e cacifes de Salinas, recuperação e reabilitação de casa de pescadores nos Mosteiros, que será inaugurada brevemente.

A pesca na ilha do Fogo é essencialmente artesanal, e segundo dados de 2019, existem 460 pescadores, 20 mergulhadores, 47 peixeiras e 204 embarcações de pescas distribuídas por 15 pontos de desembarque de pescado, disse Paulo Veiga, indicando que há sítios que ainda não têm acesso e que precisam de melhorias e que São Filipe tem problemas de areia.

“O objectivo do Governo é resolver, em conjunto com as câmaras municipais, associações e fundações, os problemas existentes”, afirmou o titular da pasta da Economia Marítima, avançando que na delegação que o acompanhou veio um técnico que está a dar volta à ilha para um levantamento actualizado da situação, para se poder definir uma politica para este ano, visando resolver os problemas prioritários, que serão definidos num encontro com os presidentes das câmaras, agendado para dentro de dias.

Este lembrou que o Ministério da Economia Marítima e a Fundação Padre Ottavio Fasano assinaram um protocolo para a criação da cooperativa dos pescadores das ilhas do Fogo e da Brava, que no dizer do mesmo “é de extrema importância”, porque é “necessário associar-se para reflectir sobre este sector que pode contribuir muito para desenvolvimento de Cabo Verde”.

“Temos de passar da pesca artesanal para uma pesca semi-industrial para poder ir mais longe”, afirmou Paulo Veiga, indicando que isso só é possível se os pescadores e peixeiras estiverem reunidos em associação ou cooperativas.

Lembrou que existem linhas de crédito, financiamento para embarcações para criar e adicionar valores a pescado e para melhorar as condições de vida dos pescadores e das respectivas famílias.

A subconcessão do porto de pesca de Vale dos Cavaleiros, à semelhança do realizado na Praia e S.Vicente, representa uma mais-valia para melhorar a qualidade e ter mais receita para o esforço que pescadores e peixeiras fazem no dia-a-dia.

Para o governante, há a necessidade de se voltar ao mar e explorar os recursos de forma sustentável, através da melhoria das embarcações e no investimento na formação e nas novas tecnologias, de modo a tornar a faina uma actividade sustentável.

Paulo Veiga afirmou ser uma honra presidir a inauguração da Casa dos Pescadores enquadrada na comemoração do Dia Nacional do Pescador, cujo tema foi “celebrar o mar e valorizar o pescador”, sublinhando que o Governo dá “uma grande importância” à data porque quer dignificar a pesca e o pescador.

A directora da ASDE, Maria da Graça, observou que a Casa dos Pescadores, cuja construção enquadra-se no projecto “melhoria da actividade e de vida dos pescadores do Fogo e Brava”, não é apenas um lugar de dormir e comer, mas também um espaço de “partilha, crescimento e responsabilidade”.

Esta, segundo Maria da Graça, é uma parte do projecto.

“Queremos contribuir para mudança de actividade no sector de pesca, sobretudo da mentalidade de escravos”, elucidou.

O presidente do conselho da Administração da Empresa nacional dos Portos, Enapor, Jorge Maurício, destacou a celebração do contrato de subconcessão do porto de pesca que nos próximos 20 anos vai ser gerida pela Fundação Padre Ottavio Fasano, observando que a Enapor esteve e estará presente para materializar “este grande projecto”, para dignificar actividades dos pescadores com mais segurança, qualidade e limpeza no espaço envolvente.

“Vamos assinar um contrato de subconcessão de gestão e exploração de cais de pesca, uma área de mais de dois mil metros quadrados e 40 metros linear de cais”, disse o PCA da Enapor, para quem isso significa que as duas partes vão estar juntas numa parceria de 20 anos, porque há vontade expressa para continuar a valorizar e dignificar a actividade da pesca.

O autarca de São Filipe, Jorge Nogueira, aproveitou a ocasião para desafiar os pescadores e peixeiras a associarem, porque, de forma isolada, destacou o autarca, não vão conseguir desenvolver o sector, observando que é mais fácil apoiar a associação do que pescador de forma individual.

Para o edil, o dia do pescador deve servir para duas coisas: para reflectir sobre pescadores e pesca e, outra, para assumir algum compromisso, isto porque os pescadores sempre queixam dos problemas e os próprios não estão a fazer tudo que é possível para resolver os seus próprios problemas.

Jorge Nogueira sublinhou que com a criação de cooperativa estão lançadas as sementes para ultrapassar os problemas.

O mentor do projecto “melhoria da actividade e de vida dos pescadores do Fogo e Brava”, padre Ottavio Fasano, mostrou-se satisfeito com a construção da casa dos pescadores, que é a realização de um sonho, sublinhando que isso representa a “humanização de uma vida”.

Fonte: Sapo.cv


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