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Covid-19: Tudo o que tem de saber sobre o uso ou não de máscaras

Written by on 30/03/2020

A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Direção-Geral de Saúde (DGS) de que as máscaras cirúrgicas devem ser utilizadas apenas por quem suspeita estar contaminado com Covid-19 e por profissionais de saúde está a ser amplamente ignorada por indivíduos em todo o país (e em todo o mundo).

Todavia, a maioria das autoridades e especialistas na área da saúde reforçam: a principal forma de prevenção contra a doença não é o uso de máscaras, mas sobretudo ficar em casa e, caso necessite de sair, lavar bem as mãos, manter distanciamento social e evitar tocar no rosto, conforme explica uma reportagem avançada pela BBC. 

Afinal, as máscaras protegem-nos?

O uso de máscaras tem lógica quando usadas por profissionais de saúde que tem de lidar constantemente com pessoas infetadas, isto porque o item faz parte de todo um conjunto de equipamento protetor, menciona a BBC. Contudo, quando utilizadas pelo cidadão comum na rua como forma de proteção, estas são muito pouco eficazes. 

Até ao momento os estudos realizados sobre a matéria revelam que o novo coronavírus propaga-se através de secreções e gotículas expelidas pela boca quando as pessoas tossem ou espirram, o que os médicos e cientistas denominam de aerossóis.

Além de se instalarem diretamente nas pessoas que se encontrem próximas (daí a importância do distanciamento social), essas gotículas contaminam superfícies, nas quais as outras pessoas tocam e, ao tocar o próprio rosto, dá-se a contaminação.

Nesse sentido, a BBC salienta que as máscaras cirúrgicas não são eficazes contra os vírus que circulam no ar porque são demasiado lassas, não têm filtro de ar e deixam os olhos expostos. Mas mesmo as máscaras mais avançadas, como a N95, capazes de filtrar os vírus que permanecem na atmosfera, não protegem os olhos.

Os dois tipos de máscara podem diminuir o risco de contrair o novo coronavírus através da contaminação mão-boca (porque a pessoa não vai conseguir tocar na boca nem o nariz), mas, sozinhas, não fazem muito efeito, explica à BBC o virologista Jonatas Abrahão, da Sociedade Brasileira de Virologia. 

“Para os profissionais de saúde, fazem parte de todo um conjunto de equipamento individual de proteção, que deve incluir óculos, capa ou jaleco, luvas etc”, explica.

“Para quem não necessita de estar em contacto com pessoas doentes, não adianta usar uma máscara cirúrgica ou mesmo uma máscara N95, por exemplo basta tocar numa superfície contaminada e tocar nos olhos, que a máscara não cobre”, sublinha o virologista. “(Ela não evita) tocar numa superfície contaminada e depois no olho — que a máscara não cobre… Ou mesmo se alguém tossir perto de si as gotículas podem ir para o olho.”

“Se não é profissional de saúde, a melhor forma de prevenir ficar infetado é manter mesmo o isolamento social, manter distância das pessoas se tiver de sair de casa, lavar bem as mãos e não tocar no rosto”, reforça. “Os profissionais não têm essa opção (de se manterem afastados) eles têm de estar próximos dos pacientes”. 

Abrahão alerta ainda: “as máscaras têm outro problema, é a falsa sensação de segurança. A pessoa pensa: ‘ah, tenho uma máscara, então posso sair, estou protegido, e não é bem assim'”. 

“Sem contar que a maioria das pessoas não sabe usá-la, remove-a para falar, e nesse momento toca no rosto para a tirar e colocar novamente”, diz. 

Por que motivo as pessoas com sintomas devem usar máscara?

“Com a força da tosse ou do espirro, as gotículas voam a grande velocidade e abrangem uma grande distância. A máscara cirúrgica não filtra o vírus, mas ajuda a impedir que essas gotículas se espalhem excessivamente, contaminando pessoas e superfícies”, conclui o virologista Abrahão à BBC. 

Além de se instalarem diretamente nas pessoas que se encontrem próximas (daí a importância do distanciamento social), essas gotículas contaminam superfícies, nas quais as outras pessoas tocam e, ao tocar o próprio rosto, dá-se a contaminação.

Nesse sentido, a BBC salienta que as máscaras cirúrgicas não são eficazes contra os vírus que circulam no ar porque são demasiado lassas, não têm filtro de ar e deixam os olhos expostos. Mas mesmo as máscaras mais avançadas, como a N95, capazes de filtrar os vírus que permanecem na atmosfera, não protegem os olhos.

Os dois tipos de máscara podem diminuir o risco de contrair o novo coronavírus através da contaminação mão-boca (porque a pessoa não vai conseguir tocar na boca nem o nariz), mas, sozinhas, não fazem muito efeito, explica à BBC o virologista Jonatas Abrahão, da Sociedade Brasileira de Virologia. 

“Para os profissionais de saúde, fazem parte de todo um conjunto de equipamento individual de proteção, que deve incluir óculos, capa ou jaleco, luvas etc”, explica.

“Para quem não necessita de estar em contacto com pessoas doentes, não adianta usar uma máscara cirúrgica ou mesmo uma máscara N95, por exemplo basta tocar numa superfície contaminada e tocar nos olhos, que a máscara não cobre”, sublinha o virologista. “(Ela não evita) tocar numa superfície contaminada e depois no olho — que a máscara não cobre… Ou mesmo se alguém tossir perto de si as gotículas podem ir para o olho.”

“Se não é profissional de saúde, a melhor forma de prevenir ficar infetado é manter mesmo o isolamento social, manter distância das pessoas se tiver de sair de casa, lavar bem as mãos e não tocar no rosto”, reforça. “Os profissionais não têm essa opção (de se manterem afastados) eles têm de estar próximos dos pacientes”. 

Abrahão alerta ainda: “as máscaras têm outro problema, é a falsa sensação de segurança. A pessoa pensa: ‘ah, tenho uma máscara, então posso sair, estou protegido, e não é bem assim'”. 

“Sem contar que a maioria das pessoas não sabe usá-la, remove-a para falar, e nesse momento toca no rosto para a tirar e colocar novamente”, diz. 

Por que motivo as pessoas com sintomas devem usar máscara?

“Com a força da tosse ou do espirro, as gotículas voam a grande velocidade e abrangem uma grande distância. A máscara cirúrgica não filtra o vírus, mas ajuda a impedir que essas gotículas se espalhem excessivamente, contaminando pessoas e superfícies”, conclui o virologista Abrahão à BBC. 


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