Current track

Title

Artist

Background

Covid-19: Associação dos Guardas Prisionais diz que situação é “alarmante” nas cadeias do Pais

Written by on 01/04/2020

A Associação dos Agentes dos Serviços Prisionais de Cabo Verde (AASP-CV) afirma que neste contexto de pandemia a situação é “alarmante” nas cadeias do País, uma vez que “não foram criadas condições para evitar a propagação do vírus”.

Em declarações à Inforpress, o presidente da AASP-CV, Bernardino Semedo, detalha que a situação é “alarmante” porque, até aqui, não foram tomadas medidas como a desinfestação das cadeias e disponibilização de material de trabalho.

“Simplesmente, estamos a trabalhar porque temos de ir. Com o enceramento das visitas deveriam ter adoptado outras medidas, mas não o fizeram”, afirmou aquele responsável associativo, completando que os agentes prisionais estão com medo de contágios a eles, ao presos e também as suas famílias.

Neste momento, sugeriu, poderia se fazer duas ou quatro equipas de forma a diminuir o número de pessoas. As equipas, acrescenta, poderiam trabalhar por um período e depois serem substituídas por outras.

“Há cerca de uma semana que as visitas foram enceradas. A única actividade com que os presos ficaram é o banho de sol. Por isso, penso que há condições de aumentar as equipas, o que iria reduzir o número de agentes no serviço”, disse.

Os integrantes das equipas, depois de serem substituídos, prossegue, poderiam ir para um espaço fazer uma espécie de quarentena.

“Nós vamos ao trabalho e depois regressamos à casa, ainda temos presos no hospital que temos que acompanhar, tudo isto nos coloca em risco”, frisou.

Questionado se tentaram fazer chegar as suas preocupações aos responsáveis pelas cadeias do país, Bernardino Semedo respondeu que “não há diálogo com ninguém”, nem por parte das direcções das cadeias e nem do lado dos Serviços Penitenciários e Reinserção Social.

O presidente da AASP-CV reconhece, entretanto, que os agentes prisionais na Ilha do Fogo estão com “melhores condições” e que até foram disponibilizadas viaturas para buscar os agentes em casa, de forma a evitar o contacto com as pessoas.

Isto, acredita Bernardino Semedo, tem a ver com a “sensibilidade da direcção” da cadeia do Fogo.

A Inforpress tentou entrar em contacto com os Serviços Penitenciários e Reinserção Social, mas não foi possível.

Fonte: Sapo.cv


Opiniões dos Leitores

Deixe o seu comentário

Seu endereço de email não será divulgado. Os campos obrigatórios estão marcados com asterisco *