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São Vicente: Nem todos mindelenses cumprem obrigatoriedade do uso de máscaras

Written by on 26/05/2020

Nem todos os mindelenses cumpriram hoje a obrigatoriedade do uso de máscaras, por exemplo, nos transportes públicos e em estabelecimentos comerciais e alegam razões como esquecimento e falta de costume.

Numa ronda realizada pela Inforpress na manhã de ontem, 25, constatou-se que várias pessoas acordaram nesta segunda-feira conscientes da obrigatoriedade de uso de máscaras em locais públicos e fechados.

Mas outras nem tanto uma vez que nos autocarros públicos a Inforpress notou algumas que não levavam máscaras e até foram advertidas pelos condutores. Algo que nem sempre acontecia.

Maria do Rosário é uma delas e disse que não usava máscaras por esquecimento.

Gilberto Fonseca também foi às compras num supermercado da cidade do Mindelo sem máscaras.

“Ainda não consegui acostumar-me, as máscaras sufocam-me”, justificou usando os mesmos argumentos que Sónia Ribeiro, que também foi atendida sem nenhuma advertência dos funcionários.

Entretanto, é de se lembrar que o Governo aprovou no passado mês de Abril o decreto-lei que estabelece a utilização de máscaras em todos os serviços de atendimento público enquanto medida de protecção adicional ao distanciamento social, à higiene das mãos e à etiqueta respiratória.

De acordo com o Boletim Oficial (BO) as medidas previstas têm natureza provisória e entendem-se como necessárias para assegurar um “elevado nível de protecção” da saúde comunitária.

No documento, consideram-se actividades cuja realização e o acesso obriga a utilização de máscaras faciais todas aquelas que impliquem contacto com o público, nomeadamente nos sectores da saúde, educação e transportes, sejam marítimos, aéreos ou terrestres.

Constam ainda nesta lista os bancos, portos e aeroportos, hotéis, serviços de restauração, comércio e indústria, bem como culturais, desportivas e recreativas.

“A obrigatoriedade de utilização de máscaras faciais aplica-se particularmente aos trabalhadores dos sectores públicos e privados cujas funções implicam um contacto directo com o público assim como aos utentes e clientes desses serviços”, lê-se no BO.

Quanto às instituições públicas e privadas, serviços públicos e administração central e local, devem disponibilizar no local de trabalho, de forma gratuita, materiais de higiene designadamente sabonete líquido ou sabão em barra, álcool 70 por cento (%) e 96% de álcool gel.

“Às empresas privadas e demais estabelecimentos comerciais e de indústria são aplicáveis coimas por incumprimento das normas que se fixam entre quinze mil escudos a quinhentos mil escudos”, de acordo com a mesma fonte.

Cabo Verde voltou hoje a registar mais 10 casos de covid-19, todos no concelho da Praia, elevando para 390 o número total de infectados a nível nacional, tendo os números de recuperados e óbitos mantidos inalterados.

O comunicado do Ministério da Saúde e Segurança Social, divulgado hoje de manhã, informou que o laboratório de virologia analisou no domingo, 24, um total de 50 amostras das quais 43 do concelho da Praia, que resultaram em dez casos positivos e 33 negativos.

Cabo Verde contabiliza até hoje 390 casos acumulados de covid-19, dos quais 232 casos activos, 155 recuperados e três óbitos.

Os doentes activos, de acordo com a mesma fonte, continuam em isolamento ne com evolução favorável, com excepção de um doente que se mantém em estado grave.

Fonte: Sapo,cv


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