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Covid-19: Bravenses retidos na cidade da Praia lançam “grito de socorro”

Written by on 19/06/2020

Os passageiros bravenses retidos na Praia há mais de quatro meses pedem “socorro” às entidades competentes, declarando que a situação que estão a viver é “complicada, difícil e lamentável”.

Segundo o porta-voz do grupo, Nelson Gomes, estão na cidade da Praia “à deriva”, sem nenhuma atenção por parte das entidades responsáveis, acrescentando que “há pessoas a passar fome”.

“A situação é bastante delicada e crítica para algumas pessoas, porque muitas estão a passar por dificuldades”, disse o porta-voz, lembrando que já é do “conhecimento de todos” que na Cidade da Praia “para viver e sobreviver é preciso dinheiro no bolso”.

Segundo a mesma fonte, a situação que mais lamentam é o facto de o Governo não lhes dar “nenhuma atenção”.

“Não somos contra às pessoas que vieram dos Estados Unidos da América há poucos dias e já viajaram para à ilha Brava, mas sim estamos a reivindicar os nossos direitos”, sublinhou.

Realçou ainda que o presidente da Câmara Municipal da Brava chegou a apoiar algumas pessoas “mais necessitadas” com cestas básicas, mas já há pessoas com mais de quatro meses na ilha, que além da situação vivida devido à pandemia do covid-19, sentem a necessidade de estarem perto dos seus familiares.

Ante este quadro realçou que não é somente a situação económica que está a pesar para estas pessoas, mas sim a parte psicológica, pois já estão “cansados de não ter nenhum feedback”.

Aliás, disse estranhar o facto de até ainda “ninguém na Cidade da Praia” ter entrado em contacto com eles, justificando que qualquer decisão que tem sido tomada em relação a este grupo de pessoas, estas ficam a saber através das entidades da Brava, não directamente dos sectores governamentais na Cidade da Praia.

“Eu pessoalmente fui à Delegacia de Saúde da Praia, procurei os Serviços da Protecção Civil, mas sem sucesso”, acentuou a fonte.

Daí, avançou que decidiram criar um grupo nas redes sociais, no qual incluíram o delegado de saúde da Brava e o presidente da câmara.

A situação descrita por muitos dos elementos é “complicada”, assinalou a mesma fonte, havendo casos em que “os pais não têm dinheiro para comprar um pão para os filhos”.

Além de todas estas situações, adiantou que no início desta semana fizeram os testes, mas regressaram para casa.

Daí, questiona qual a probabilidade de não contraírem o vírus, tendo em conta o número de casos que tem aumentando dia após dia.

Avançou que após a realização dos testes deveriam ser colocados em quarentena para garantir que não correm o risco de trazer o vírus para a ilha Brava.

“Queremos alguma atenção, queremos respostas”, concluiu o porta-voz.

O presidente da Câmara Municipal da Brava, Francisco Tavares, em entrevista à Inforpress, demonstrou o seu “esgotamento” perante esta situação, garantindo que na ilha todas as condições já estão criadas e montados diversos cenários para a recepção destas pessoas.

Fonte: Sapo.cv


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