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Descoberta “emocionante” de fármaco que reduz e faz desaparecer tumores

Written by on 23/06/2020

Pacientes com cancro em estágio avançado viram os seus tumores desaparecerem durante a realização de ensaios clínicos com uma nova droga farmacológica.

Ocancro parou de crescer em metade dos doentes oncológicos a quem foi administrado o tratamento experimental. 

Em alguns dos pacientes o tumor diminui ou desapareceu por completo, de acordo com o  Institute of Cancer Research (Instituto de Pesquisa do Cancro), em Londres, no Reino Unido. 

O estudo, publicado no periódico Journal of Clinical Oncology, teve como intuito testar a segurança do fármaco berzosertib quando tomado para combater o cancro, incluindo da mama e do cólon. 

Os cientistas salientam que a descoberta é “sem dúvida emocionante” já que é raro assistir a uma resposta positiva do corpo a drogas num estágio avançado da doença. 

Para efeitos daquela pesquisa, foram testados 19 voluntários com estágios avançados de cancro aos quais foi somente dado o fármaco; enquanto 21 pacientes foram submetidos a quimioterapia contendo platina. 

Os médicos mediram a resposta de 38 doentes e apuraram que o crescimento dos tumores havia cessado em 20 – o que corresponde a 53%. Já entre aqueles que passaram pela quimioterapia 71% estabilizaram. 

Resultados promissores

Um homem com cancro do cólon viu os seus tumores desaparecem e permaneceu livre de cancro durante mais de dois anos. 

Entretanto, uma mulher com cancro avançado do ovário, cuja doença havia regressado após a toma de outro fármaco, registou um decréscimo dos tumores. 

As células cancerígenas podem ser mortas ao danificar o seu ADN ou inativar a sua habilidade de reparar erros no código genético. 

O berzosertib pertence a uma nova classe de drogas de precisão que bloqueiam uma proteína responsável por reparar o ADN – denominada de ATR. 

O professor Johann de Bono disse: “é encorajador ver algumas respostas clínicas positivas no ínicio do estudo”. 

“Agora, nós e outros estamos a planear a realização de mais ensaios clínicos com berzosertib e outros fármacos capazes de bloquear a proteína ATR”. 


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