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‘Covid no ar’. Quatro formas de evitar ficar infetado em espaços fechados

Written by on 01/09/2020

Há meses que somos constantemente bombardeados com informação que nos incita a lavar as mãos, a usar máscara e a manter o distanciamento social na tentativa de evitar ficarmos infetados com o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença da Covid-19.

À medida que os cientistas e investigadores conhecem melhor o vírus, o ar que respiramos passa a ganhar uma importância ainda mais relevante, conforme explica um artigo publicado no site da BBC News. 

Tal ocorre sobretudo, devido ao regresso de muitos de nós e de familiares às aulas ou trabalho. 

Eis, de acordo com a BBC, quatro conselhos acerca da ideal e péssima ventilação:

1. Cuidados com o ar ‘abafado’

O ar abafado é geralmente um sinal de que a ventilação de um determinado espaço é de má qualidade. Por outras palavras, o ar fresco não está a chegar, aumentando a probabilidade do vírus estar a circular na atmosfera. 

Pesquisas apontam que, em espaços fechados, pode ocorrer a ‘transmissão aérea’ de partículas ínfimas de vírus. 

Se puder, quando um espaço estiver abafado – simplesmente afaste-se, recomenda em declarações à BBC News Hywel Davies, diretor técnico da empresa de engenharia Chartered Institution of Building Services Engineers.

“Se, num prédio, há alguém infectado, mas também há uma boa entrada e circulação de ar externo, o material infeccioso vai sendo diluído. Com isso, o risco de outras pessoas serem infectadas é reduzido”, diz.

Leia Também: Coronavírus: Quais os riscos de infeção pela embalagem dos alimentos?

2. Esteja atento ao ar condicionado

Ar condicionado em tempos de Covid-19, sim ou não? Aqueles do tipo ‘split’, com duas unidades, uma externa (condensadora) outra interna (evaporadora), são benéficos por aspirar o ar do ambiente, arrefecê-lo e enviá-lo de volta. Isto é, fazem com que o ar circule. 

Pensa-se, que não há problema ao usar o aparelho esporadicamente, mas que o risco pode ser outro se este for utilizado durante um tempo prolongado. 

Segundo uma pesquisa levada a cabo num restaurante na China, essa variante de ar condicionado terá sido culpada por espalhar o vírus. Um cliente já se encontrava pré-sintomático (infectado, mas ainda sem sintomas), mas desconhecia. 

Os investigadores avaliaram que ele expeliu o novo coronavírus ao respirar e falar; e que o ar condicionado ajudou o patógeno a propagar-se pelo ar.

Consequentemente, nove indivíduos adoeceram.

Davies salienta mais uma vez a relevância do ar fresco. “Se houvesse um bom suprimento de ar externo, muito provavelmente menos pessoas teriam sido infectadas — se é que alguma teria”. 

3. Informe-se sobre a ‘proporção de ar fresco’ no interior de um edifício

Num prédio moderno com janelas fechadas, como é possível existir ar fresco suficiente? Questiona a BBC. Regra geral a resposta remete a um sistema de ventilação a partir do qual o ar ‘utilizado’ é obtido dos ambientes internos e transportado para uma unidade de tratamento de ar, que tende a situar-se no telhado. 

Aí, o ar interior é misturado com o ar fresco, e é posteriormente reenviado para os vários compartimentos. Tendo em conta o risco de propagação e infeção pelo SARS-CoV-2, os especialistas recomendam que seja maximizado o suprimento de ar fresco. 

“Ter 100% de ar externo ou perto de 100% é algo que se deve almejar”, conta a professora Cath Noakes, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

“Quanto mais ar fresco, menor o risco de circulação do vírus pelo prédio.”

A BBC explica que a combinação precisa terá de ser decidida pelos administradores do prédio.

4. Procure por vírus nos filtros

Os sistemas de ventilação modernos contêm filtros, todavia estes não estão livres de erros. 

Nos Estados Unidos, investigadores operacionais no hospital universitário Oregon Health & Science University Hospital apuraram que alguns resquícios do novo coronavírus foram presos pelos filtros, enquanto outros conseguiram escapar.

Na opinião do professor Kevin van den Wymelenberg, líder da pesquisa, limpar os filtros pode indicar se há alguém infetado a trabalhar num determinado prédio.

Pensa-se, por exemplo, que na Coreia do Sul, uma pessoa terá infetado outras 90 numa central de telefones no 11.º andar de um prédio comercial.

Sendo que, de acordo com os investigadores, se os filtros fossem verificados mais frequentemente, a presença do vírus poderia ter sido detetada precocemente.

Para Van den Wymelenberg o exame minucioso dos filtros pode “mostrar-nos onde e quando focar” no combate às infeções.


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