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Cabo Verde entra no mercado do ouro e já tem uma tonelada em reservas

Written by on 11/05/2021

O Banco de Cabo Verde passou a deter reservas de ouro de quase uma tonelada, de valor superior a 49 milhões de euros, no âmbito da estratégia de “diversificação dos ativos externos” iniciada em Agosto pelo banco central.

De acordo com dados do relatório e contas de 2020 do banco central cabo-verdiano, a que a Lusa teve hoje acesso, até 2020 a instituição não possuía qualquer reserva em ouro, mas fechou o ano com um peso de 6,68% daquele metal nos activos da instituição, que globalmente ascendiam em 31 de Dezembro a mais de 81.632 milhões de escudos (736,6 milhões de euros).

O documento acrescenta que a quantidade do ouro adquirida “manteve-se inalterada, desde Setembro de 2020, em uma tonelada”.

Contudo, o relatório e contas também identifica “perdas verificadas com a reavaliação do ouro” no final de 2020, avaliadas em 237.631.000 escudos (2,1 milhões de euros).

Esta queda é explicada pela descida no valor da cotação internacional da onça de ouro, que passou de 1.971,22 dólares no final de Setembro para 1.777,38 dólares em Dezembro.

Nos activos do Banco de Cabo Verde, a maior parte é relativa a activos sobre o exterior (quase 75%) – fortemente afectada pela desvalorização cambial dos activos em dólares norte-americanos -, e quase 6% em títulos nacionais.

Cabo Verde junta-se à lista de países de língua portuguesa que, segundo a organização World Gold Council, detêm reservas de ouro, a qual era liderada no final de 2020 por Portugal.


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