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China reporta 500 infetados pelo coronavirus em diferentes prisões

Written by on 21/02/2020

A China reportou hoje cerca de 500 casos de contaminação pelo coronavírus Covid-19 nas suas prisões, incluindo pelo menos 200 no mesmo estabelecimento prisional, alimentando o medo de novas fontes de disseminação.

Pelo menos 200 detidos e sete guardas da prisão de Rencheng, na cidade de Jining, província de Shandong, nordeste da China, foram infetados com o novo coronavírus, revelaram as autoridades de saúde da província, em conferência de imprensa.

“A implementação de medidas de prevenção e controlo não foi eficaz”, admitiu Wu Lei, chefe da administração penitenciária de Shandong.

Xie Weijun, oficial de justiça em Shandong, dois quadros da administração do sistema penitenciário local e cinco funcionários da prisão de Rencheng foram afastados por negligência, revelou o governo da província.

Pelo menos 34 casos de contaminação foram identificados em outra prisão, em Shilifeng, na província de Zhejiang, costa leste da China.

Hubei, província do centro da China de onde é originário o surto, também reportou hoje 271 casos de contaminação nas suas prisões, incluindo 220 casos que não haviam sido identificados pelas autoridades provinciais até à data.

Segundo a imprensa local, 230 casos foram detetados na prisão feminina de Wuhan. Os guardas prisionais foram, entretanto, despedidos, por não terem conseguido conter o contágio.

Hubei registou hoje mais 115 mortes e 631 casos de infeção. No total, o número de infetados na província superou os 60.000, entre os quais 2.144 morreram. As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas.

Apesar das medidas drásticas de contenção e das restrições na mobilidade adotadas pelas autoridades, o aumento da contaminação nas prisões suscita receios sobre o surgimento de novos surtos em locais onde estão confinadas muitas pessoas.

A diáspora uigur está também alerta para os riscos de um “contágio maciço” pelo vírus nos centros de internamento em Xinjiang. Organizações denunciam a detenção arbitrária de cerca de um milhão de membros de minorias étnicas chinesas de origem muçulmana na região, situada no extremo noroeste da China.


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