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Cabo Verde não beneficiou do perdão de divida porque não tem divida com o FMI, explica vice-PM

Written by on 15/04/2020

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse ontem, dia 14, que Cabo Verde não beneficiou do perdão da dívida que o FMI concedeu a 25 países africanos porque o país nunca deveu a essa organização financeira internacional.

Em declarações à Rádio de Cabo Verde, Olavo Correia explicou que para além de fazer parte do grupo de países de rendimento médio, Cabo Verde nunca teve nenhum problema grave com a balança de pagamentos que pudesse justificar uma intervenção financeira do Fundo Monetário Internacional.

“A nossa dívida com o FMI é zero, e por isso não podíamos fazer parte dessa lista. Felizmente, Cabo Verde nunca teve problema grande de balança de pagamentos. Teve programas sim com o FMI, vários programas, mas sem qualquer desembolso e portanto nós não temos dívida com o fundo”, explicou.

O governante adiantou que Cabo Verde tem sim, dívidas com outros parceiros internacionais e a estratégia, conforme explicou, é dentro daquilo que tem sido estratégia dos ministros das finanças africanos, procurar que os países tenham uma moratória em relação a dívida externa num curto prazo, ou seja, para o ano de 2020.

Ademais acrescentou que Cabo Verde integra o grupo de países que vai colocar o perdão global da dívida externa na agenda internacional.

“Um perdão da dívida quer em relação aos países mais afectados por essa pandemia quer em relação aos países menos desenvolvidos do mundo e da África. Cabo Verde vai fazer parte dessa agenda não por ser um pequeno esta insular, mas também por ser um dos países mais impactado do ponto de vista económico e social por essa pandemia”, sustentou.

O FMI anunciou esta segunda-feira, 12, o perdão durante seis meses do serviço da dívida a 25 dos Estados mais pobres, incluindo Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, para facilitar a resposta destes países ao impacto da pandemia de covid-19.

Para a directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, esta medida permite cobrir durante seis meses os reembolsos relativos à dívida destes Estados para com esta instituição financeira e desta forma “afectar uma maior parte dos seus magros recursos aos esforços em assuntos de urgência médica e ajuda”.

Este perdão é concedido graças à utilização de verbas de um fundo destinado a financiar acções de contenção de catástrofes e recuperação, o que pode garantir o perdão do serviço da dívida até 500 milhões de dólares (458 milhões de euros).

Os 25 Estados são Afeganistão, Benim, Burkina Faso, Chade, Comores, Gâmbia, Guiné Conacri, Guiné-Bissau, Haiti, Ilhas Salomão, Libéria, Madagascar, Malawi, Mali, Moçambique, Nepal, Niger, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Serra Leoa, Tajiquistão e Togo.

Fonte: Sapo.cv


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