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Cabo Verde quer promover participação de empresas japonesas na ZEEM-SV

Written by on 12/03/2021

Cabo Verde quer promover a participação de empresas japonesas na Zona Económica Especial Marítima de São Vicente (ZEEM-SV) e transformar o País numa plataforma marítima e logística no atlântico, anunciou ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades.

Esta ideia foi manifestada por Rui Figueiredo Soares, após a assinatura do Acordo por Troca de Notas entre Cabo Verde e do Japão, referente ao adiamento por um ano do pagamento do serviço da divida cabo-verdiana, orçado em 67 milhões de escudos.

O acordo insere-se na Iniciativa de Suspensão da Dívida, aprovada em 2020 pelo G20 e endossada pelos países credores membros do Club de Paris, através do Memorando de Entendimento sobre o tratamento do serviço da dívida de Cabo Verde, assinado em 12 de Agosto de 2020, “para ajudar” o país “na luta contra as consequências provocadas pela pandemia da covid-19”.

O governante reiterou os votos de reconhecimento do Governo e povo japonês pela expressão de solidariedade demonstrada para com Cabo Verde, mas também pelo empenho que vem demonstrado através de financiamento de várias acções em sectores transversais da economia cabo-verdiana.

Rui Figueiredo Soares reafirmou a determinação e vontade do Governo cabo-verdiano de continuar a trabalhar no sentido de “elevar cada vez mais” o relacionamento e o desejo de seguir a contar com o Japão.

Adiantou que no quadro da iniciativa do G20, Cabo Verde ambiciona que seja renegociada a sua dívida, mas também “um perdão mesmo que parcial” para permitir ao Governo redireccionar o montante para financiar actividades “mais urgentes” provocadas pela pandemia da covid-19, para além de existir em outros sectores de produtividade que possam “alavancar” a economia do País.

Por seu turno, o embaixador do Japão em Cabo Verde, com residência no Senegal, Arai Tatsuo, considerou que esta moratória irá permitir a Cabo Verde concentrar os seus recursos na luta contra a covid-19, já que a economia cabo-verdiana foi “fortemente atingida” pela pandemia.


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