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África necessita “urgente” de 20 milhões de segundas doses da vacina – OMS

Written by on 28/05/2021

África precisa de pelo menos 20 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford nas próximas seis semanas para conseguir administrar segundas doses a todos os que receberam a primeira, disse Organização Mundial de Saúde (OMS).

Organização recorda que uma dose única da vacina da AstraZeneca dá cerca de 70% de protecção durante pelo menos 12 semanas, enquanto a vacinação completa com um intervalo de 12 semanas dá 81% de protecção durante um período prolongado.

Por isso, defende a OMS, são necessários pelo menos 20 milhões de doses para conseguir vacinar com a segunda dose, num período entre oito e 12 semanas, todos os que receberam a primeira toma do imunizante.

Além destas, são necessárias mais 200 milhões de doses de qualquer vacina covid-19 aprovada pela OMS para que o continente possa vacinar 10% da sua população até Setembro de 2021.

Até à data, foram administrados apenas 28 milhões de doses de diferentes vacinas nos países africanos, o que representa menos de duas doses por 100 pessoas.

Números que contrastam com os 1,5 mil milhões de doses de vacina dadas a nível mundial.

A França foi o primeiro país a partilhar vacinas contra a covid-19 do seu “stock”, doando mais de 31.000 doses à Mauritânia, tendo outras 74.400 para entrega iminente, de um compromisso de partilha de meio milhão de doses com seis países africanos nas próximas semanas.

Portugal doou também 24 mil doses a Cabo Verde, no âmbito do seu compromisso de destinar 5% das vacinas adquiridas para os Países Africanos de Língua Portuguesa e Timor-Leste.

A União Europeia e os seus Estados-membros prometeram mais de 100 milhões de doses para países de baixos rendimentos até ao final de 2021.

Os Estados Unidos da América anunciaram que vão partilhar 80 milhões de doses e outros países de alto rendimento manifestaram interesse em partilhar vacinas.

Para a OMS, “a aceleração destas promessas é crucial”, sendo a plataforma Covax, “uma ferramenta comprovada para uma entrega rápida”.

Também os países africanos que não conseguem utilizar todas as suas vacinas estão a partilhá-las.

A OMS reafirma a necessidade de, a longo prazo, África aumentar a sua capacidade de fabrico de vacinas, admitindo, no entanto que “não há uma solução rápida” e que todo o processo “pode demorar anos”.

Pelos menos 100 países membros da organização, incluindo os 54 africanos, patrocinam um projecto de resolução nesse sentido, liderado pela Etiópia, e que está a ser discutido na Assembleia Mundial da Saúde desta semana.


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